terça-feira, 31 de março de 2009

Tô livre!!!

Pessoal, na boa... acabei de escrever no meu twitter que o que eu tava sentindo não cabia em 140 caracteres (ATUALIZADO: minha net deu uma soluçada geral aqui, então isso tá completamente defasado), que eu tinha que postar e tentar explicar tudo. Então, sem delongas, pois o tempo é curto:

Tô livre do meu serviço!!!

É, é exatamente isso que vocês estão lendo. Tô livre, desimpedido, mais solto que papel em ventania!

" - Ué, Vinicius, então você se demitiu ou foi demitido?"

Não. Nem um, nem outro. Na verdade, eu continuo empregado, e trabalhando bem. O grande problema é que eu era completamente submisso aos caprichos do trabalho. Eu aprendi a ser um cara dedicado naquilo que faço, mesmo que eu odeie o que esteja fazendo (não tá satisfeito, muda!). E eu me preocupava demais se meu serviço ia dar certo, se eu teria tempo prá fazer tudo que eu tinha prá fazer, prá atender todo mundo o mais rápido possível... enfim, quem conviveu ou convive comigo sabe o quanto eu me preocupava com meus "filhotes", como eu chamo carinhosamente os PCs que eu sou responsável.

Meu trabalho já contribuiu prá muita coisa ruim na minha vida. Eu fiz uma merda muito grande no fim do ano passado, em um dia de uma semana especialmente estressante, e eu deixei muitas coisas prá trás por causa dessa bosta de emprego, inclusive, um trabalho de conclusão de curso bem feito ficou prá próxima faculdade. Prá falar bem sério, esse emprego tava acabando comigo.

" - Então larga de uma vez, porra!"

Ainda não dá. Mas uma coisa é você se dedicar ao trabalho, deixar sua alma ali, e a outra é você simplesmente trabalhar e cagar e andar prá coisa toda. Nos últimos dias, eu tenho desligado os motores internos que me deixavam colado e responsável por aquilo. Demorou, é verdade, mas foi um processo que amadureceu lentamente na minha cabeça, até... digamos... nascer! (rsrsrs)

Eu continuo trabalhando neste serviço, até porque por pior que seja meu salário, acreditem, na minha área aqui na região, eu sou dos poucos que ganham um salário razoável, e se for colocar no papel eu não tenho curso de técnico de informática, só mesmo um cursinho meia-boca feito em 1997 (portanto, obsoleto), e a experiência que eu acumulei em uns três empregos diferentes na área.

E eu estou no serviço ainda porque eu preciso juntar mais algum cascalho prá dar o fora daqui. Quando eu vou? Não tenho certeza, mas o final de ano é meu limite máximo, e que vem de encontro com as inscrições de professores temporários no Brasil todo. Prá onde eu vou? Também não sei, mas já estou procurando emprego em outro lugar. O certo é que eu vou, acabaram as dúvidas sobre isso, acabaram as incertezas. Eu quero ter outras incertezas, como por exemplo, qual lugar eu vou morar quando eu me mudar daqui, quais serão meus novos amigos? (e se eu vou fazer amizades, né?), entre outras coisas.

O que eu sei é que eu tô feliz de me sentir livre dessa obrigação de ser o cara que resolve sua vida (a dos funcionários que eu atendo) em um segundo. Se der prá resolver, bem, se não der, paciência, não sou herói e tô cagando pro seu problema. Sabe quando um time não tem nada a perder e acaba sendo um perigo pro adversário que quer vencer, justamente porque ele acaba agindo como franco-atirador? Sou eu!

E justamente por causa disso, eu tô me sentindo muito bem. Tô ouvindo as mesmas músicas que eu sempre ouço (porque eu costumo ser reticente com novidades, né?) mas elas estão com uma sonoridade diferente. Eu tô olhando o mundo que me rodeia de outro jeito, sei lá, eu não me sinto mais aqui, a sensação é que eu não faço mais parte disso, é como se eu já tivesse cumprido minha missão, agora eu só preciso cumprir uma missão comigo mesmo (que no momento, é guardar grana!), e partir prá próxima!

É isso. As coisas mudam, e no meu caso, infelizmente, elas demoram muito prá mudar. Mas mudam!

E quem viver, (talvez) verá!

segunda-feira, 30 de março de 2009

As Relíquias da Morte

Terminei de (re)ler o 7º livro do Harry Potter. Escrevi reler com o "re" entre parênteses porque, confesso, da primeira vez que li eu simplesmente devorei o livro em menos de 24 horas. Pressa prá saber o fim (fazer o quê, né?). Junte-se a isso o fato de que depois a faculdade praticamente acabou com meu tempo de leitura livre, eu acho que li o livro prá valer agora!

Como eu disse em um post não muito distante, eu estava achando essa (re)leitura do livro muito mais legal, complexa e emocionante, e mantenho a minha palavra. Realmente, entender como o moleque conseguiu matar um bandido que definitivamente apresentava-se muito mais forte que o mocinho foi interessante (confesso que na primeira leitura eu fiquei meio perdido), e o mais legal é que o pessoal da Warner tem em mãos uma ótima estória prá contar nas telonas. Só não podem fazer cagada e deixar de explicar tudo!

Legal a montagem, né? [fonte]


Sim, o pessoal da Warner tem que ser lembrado, e eu acho que eu quero mais é falar sobre o trabalho deles mesmo, ao escrever este post. Afinal de contas, eles que levarão para os cinemas a estória. Os 5 primeiros filmes, sinceramente, achei todos fracos! (e mesmo assim, achei-os legais!) O povo não sabia se colocava ação, ou se explicava a estória. Tivemos umas boas cenas de ação, e umas duas ou três explicações razoáveis, mas se nestes três filmes (já que o "Relíquias..." será dividido) se eles não explicarem tim-tim por tim-tim o lance das horcruxes e o das relíquias, vai ter gente saindo do cinema perdidinho.

Por que eu tô falando isso? Porque eu sei que tem gente que vai pro cinema sem ler o livro antes. E convenhamos, o filme tem que ser produzido também prá melhor compreenção este público, vocês concordam?

Ah, e por favor, apresentem direito a estória do Snape! Em um dos meus falecidos blogs eu até postei certa vez que confiava em Severo Snape, e não queimei minha língua! Outra coisa: as cenas de ação! Sejam generosos com elas! Eu me arrepiei (apenas lendo) quando a profª. Minerva manda um piertotum locomotor e convoca as armaduras e as estátuas de Hogwarts para defender o castelo. Cena OBRIGATÓRIA, por favor! E a porradaria no final, não façam aquela coisa confusa do final d"A Ordem da Fênix"...

No mais (pensou que tinha muito spoiler, né?), espero que façam jus à estória e terminem com a dignidade que ela merece. É uma estória de amizade, de companheirismo, de amor, de esperança e de persistência naquilo que a pessoa confia. Na minha cabeça, não barra "O Senhor dos Anéis" como A ESTÓRIA das estórias, mas tem tudo prá definitivamente entrar no meu "hall" como uma das três!


E quando eu melhorar, escrevo mais...

sábado, 28 de março de 2009

Pensamento do dia:

Twittada do dia, seria melhor dizer:

Lê, bicho curioso!

É isso. E foda-se o mundo, eu não me chamo Raimundo!

sexta-feira, 27 de março de 2009

I need!

Ô semaninha complicada, hein? Só tem uma saída (depois das 17h, lógico):


Porque, no final das contas, amigos só servem prá isso...

ps.: prá MISSA ninguém me convida, né?

quarta-feira, 25 de março de 2009

A (boa) volta de Heroes

ATENÇÃO! Contém spoilers! Dane-se se você ler...


Ontem eu assisti o "Cold Snap", vigésimo episódio da terceira temporada (quarto volume) da série Heroes, a queridinha dos pés-no-saco de plantão (só assim prá entender tanta gente que vê e critica). E eu posso dizer que a série está voltando aos trilhos, definitivamente.


As coisas estão ficando, digamos, mais apertadas para os personagens principais. Bennet continua fazendo jogo duplo com o Danko, e cada vez mais os "heróis" estão acuados. O episódio anterior eu já tinha achado bom, porém, um pouco lento na narrativa. O de ontem também foi meio lento, mas teve diversas cenas fodas! Destaque pro que essa moça aí, a Tracy, fez quase no fim do episódio. Foi de gelar! =D (Ali Larter tem que continuar na série, que venha a Bárbara!)

Peter não apareceu direito, mas foi fundamental. Exemplo de que os roteiristas estão acertando a mão. Em DUAS aparições, que somadas dão menos de 15 segundos, o cara foi decisivo e deu a deixa para o que virá no futuro.

Hiro tá de volta, e de volta MESMO! O filhinho do Parkman é uma graça, e as situações que Hiro e Ando passarão com ele certamente serão hilárias! Afinal, definitivamente o japa é o desvio cômico da série. (mas queremos o Hiro do "Five years ago" o mais rápido possível, dá prá ser?)

Eu sabia que o Micah era o Rebel. Não podia ser outro personagem, só se eles inventassem outro no decorrer do volume, porque dos conhecidos, só ele podia fazer tudo aquilo (o moleque tá ficando foda!). E não venham falar das HQ's, o Rebel já tinha dado pinta, mas nunca apareceu efetivamente.

Mas porque eu escrevi no texto a "volta" da série, já que ela está quase no fim da terceira temporada? Quem acompanha a série sabe que a coisa tava desandando no segundo volume e quase foi por água abaixo no terceiro. Na verdade, prá muitos a série realmente acabou no terceiro volume. Enfim, azar de vocês, porque a coisa melhorou muito neste quarto volume.

Eu estou realmente curioso prá saber o que a Ângela vai responder pro Peter no próximo episódio, sério mesmo. Então, que o próximo tenha no mínimo o mesmo nível, é só isso que eu peço!

E eu nem falei do Sylar, né? rsrs...

terça-feira, 24 de março de 2009

Cuidado com a pirataria


Depois morde o dono e é chamado de "agressivo"...

Clica que amplia, ok?

segunda-feira, 23 de março de 2009

Largo Grimmauld

Pedaço rápido de coisa que eu tô lendo. AMO!


Caro Almofadinhas,

Muito, muito obrigado pelo presente de aniversário que mandou para Harry! Foi o que ele mais gostou até agora. Um aninho de idade e já dispara pela casa montado em uma vassoura de brinquedo, tão vaidoso que estou enviando uma foto para você ver. Sabe, a vassoura só levanta uns 60 centímetros do chão, mas ele quase matou o gato e derrubou um vaso horrível que Petúnia me mandou no natal (nada contra). É claro que James (nota do blogueiro: Tiago não, tradução!) achou muito engraçado, diz que ele vai ser um grande jogador de quadribol, mas tivemos que guardar todos os enfeites da casa e dar um jeito de ficar sempre de olho nele quando brinca.



Tivemos um chá de aniversário muito tranquilo, só nós e a velha Batilda que sempre nos tratou com carinho e vive mimando o Harry. Ficamos com pena que você não tenha podido vir, mas a Ordem vem em primeiro lugar e Harry não tem idade para saber que está fazendo anos. James está se sentindo um pouco frustrado trancado em casa, ele procura não demonstrar, mas eu percebo - além disso, Dumbledore ficou com a capa da invisibilidade dele, então não há a possibilidade de pequenos passeios. Se você pudesse lhe fazer uma visita, isso o animaria muito. Rabicho esteve aqui no fim de semana passado, achei-o meio deprimido, mas provavelmente foram as notícias sobre os McKinnon; chorei a noite inteira quando soube.

Batilda passa por aqui quase todo dia, é uma velhota fascinante que conta as histórias mais surpreendentes sobre Dumbledore, não tenho certeza se ele gostaria disso, caso soubesse! Fico em dúvida se devo realmente acreditar, porque me parece inacreditável que Dumbledore (...)



As extremidades de Harry pareceram ter adormecido. Ele ficou muito quieto, segurando o milagroso papel em seus dedos desernevados enquanto, por dentro, uma espécie de erupção silenciosa faziam a felicidade e a dor irromperem em igual medida em suas veias. Atirando-se na cama, ele se sentou."


Antes que alguém pergunte, a carta acaba ali mesmo. E eu tô com preguiça de copiar mais. Só posso dizer que eu gostei muito da primeira vez que eu li, mas agora tô lendo sem muita pressa, estudando mais os acontecimentos narrados, as reações dos personagens, e tô achando muito mais legal, muito mais complexo e emocionante.

E é claro que eu vou abrir o bico no final, igual da primeira vez que eu li e igual no "Enigma do Píncipe", na parte do velório que a Fawkes canta e vai embora de Hogwarts.

É isso... por enquanto...

domingo, 22 de março de 2009

Perguntas e talvez uma resposta...

- Até onde você vê a vida? Até onde você ENTENDE a vida? Você acha que ela é apenas um vem-cá-meu-nêgo com data de validade definida pelo Hômi lá em cima, ou é algo maior que isso?

- E o que você espera fazer com a sua vida? Vai deixar as coisas passarem na sua frente como os carros passam em uma rodovia, correndo, ou vai procurar ater-se aos detalhes, aos pequenos detalhes que fazem dela (a vida) algo maior que tudo que a gente imagina?

- Já dizia um sábio, no alto de sua sabedoria, aos 18 anos: "Vou virar padre! Cansei!" Mas o sábio continuou sábio e não virou padre. Não que seja algo indigno a vocação da batina, a idéia é boa e a intenção costuma ser a melhor possível. Levar a FÉ aos corações das pessoas que precisam da fé! Mas o sábio não liga para o próximo. Ele é um sábio egoísta.

- "Então não é sábio!", já dizia outro sábio, que pregava a verdadeira sabedoria nos atos de distribuir o que você venha a ter de melhor. Se você não distribui o quetem, não é sábio.

- Porque eu tô escrevendo isso tudo?


ps.: eu era o sábio aos 18, já era de se esperar, né? ;)

quarta-feira, 18 de março de 2009

Cinco músicas do Oasis prá começar bem o dia

O pensamento aqui é o seguinte: acordou com o pé esquerdo, não tá bem por algum motivo, ou simplesmente quer começar bem o dia, independente do humor! Essas são 5 músicas do Oasis que sempre me deixam prá cima, e vira-e-mexe fazem parte da minha manhã. E aproveitando a deixa que os caras virão ao Brasil em maio, blábláblá... vamos lá! São elas:

1) Morning Glory

É uma música gostosa de ouvir, e é um peteleco na orelha, prá acordar mesmo. Sem contar o refrão que eu acho completamente chiclete... tem dia que eu fico cantarolando o mesmo o dia todo...

A imagem do vídeo não tá uma maravilha, mas o som tá, e é isso que eu quero que vocês aproveitem!




2) Aquiesce

Because we neeeeeeed each other... sem comentários!





3) Little by little

O som não tá legal, e eu prefiro a versão de estúdio... mas acho que essa dá prá ter uma noção do quanto a música é bonita! (prá quem nunca ouviu, lógico!)



4) Songbird

Essa eu conheci esses dias, quando baixei o Heathen Chemistry. Cola básica: a música toda é sol e mi menor... lálálá...



5) Don't look back in anger

Poderia colocar muitas outras músicas ao invés dessa, ter feito um "top 10" e muita coisa podia ter ficado de fora, mesmo sendo a lista de apenas uma banda. Mas fui bem clichê e escolhi "Don't look..." porque em 90% dos meus sábados, desde o primeiro dia que eu ouvi essa música, começam com esses acordes. É sério, eu gosto bastante dela (mas em compensação eu geralmente só a ouço nos sábados pela manhã! =P). Então fiquem com a versão do "Familiar to millions", perfeita com a galera ao fundo urrando!



Por hoje é s-s-só, p-pê-pessoal!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Fred cheGOL!

Serei rápido.

Ontem foi a estréia do atacante Fred com a camisa tricolor.


O adversário não era nenhuma maravilha do futebol moderno, mas o time do Macaé vendeu caro (enquanto teve pernas) a vitória. Fez 1 a 0 numa bela cabeçada, mas era lógico que a postura exageradamente defensiva ia provocar uma blitz tricolor, ainda mais no 2º tempo.

O time do Flu ainda está bem desorganizado, mas ninguém pode negar que o time se joga no ataque com ímpeto! E a expulsão justa de um jogador do Macaé (lugar de dar cotovelada e pisão na canela é em vale-tudo) fez o Parreira tirar os dois laterais (nulos, duas bostas!) e colocar um atacante e um meio-campo.

Mas a bola cismava em não entrar.

Até que o Conca (que voltou a jogar razoavelmente bem após um bom tempo) colocou a bola na cabeça do Fred numa cobrança de falta... aí, meu amigo, é saco! Após um tempinho a equipe desempatou com o Thiago Neves, em outra blitz na área do Macaé, e Fred completou a vitória com um bonito gol já no fim do jogo.

Agora é torcer prá ele engrenar uma sequência de partidas sem se machucar, né? E o Parreira ter mais tempo prá organizar melhor o time.

Boa semana a todos(as)!!!

sábado, 14 de março de 2009

Sheldon, um dia eu chego lá!

Que o Sheldon é o nerd que tem as camisas mais maneiras da TV, isso ninguém duvida. E também não duvidem que eu tenho inveja dele.

Só que, por mais maneiras que sejam as camisas que o personagem usa, não dá prá ficar comprando pela internet um modelo novo toda semana que tem um episódio novo de The Big Bang Theory, né mesmo? Aliás, não dá prá comprar qualquer modelo, na verdade!

Mas nada me impede de procurar por aqui camisas legais, mesmo que não sejam as mesmas que o Sheldon usa...



Tá, o post foi só prá encher linguiça mesmo... mas se a coleção aumentar, eu posto aqui as fotos!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Seja bem vindo, comandante!

Com tanta coisa na cabeça, até esqueci de fazer um post sobre o retorno do técnico Carlos Alberto Parreira ao comando do time do Fluminense.


"O que isso tem de importante?" Bom, o cara é campeão do mundo, em uma época que o Brasil passava perrengue prá chegar a uma semifinal de Copa do Mundo. O cara é um estudioso do futebol, e além da seleção ele também ganhou títulos pelo próprio Fluminense (campeão brasileiro em 1984) e pelo Corinthians (não lembro quando, mas foi antes da Copa de 2006).

Mas não é exatamente dessa parte boa que eu queria falar, e sim de um certo trabalho que o treinador pegou em uma época que ele já era prestigiado mundialmente, tinha com certeza propostas de outros clubes, mas mesmo assim decidiu treinar o Flu: o campeonato da série C em 1999.

Porque o Parreira é tricolor! E em 1999 ele decidiu treinar o clube do coração, ajudando a equipe a sair de uma lama sem fim. E foi difícil, hein? A contratação de um time razoável em 1998 mostrou à diretoria que nome não ganhava a série B... e pior, o time caiu prá terceirona! Erros grotescos de arbitragens medonhas à parte, o time caiu, era o fato que a diretoria precisava lutar contra.

Montaram um time meia-boca, reforçado por uma ou outra promessa de Xerém (o meia Roger, por exemplo, "apareceu" na reta final da terceirona), e o responsável por armar o bando foi justamente o Parreira. E não venham com mimimi dizendo que "ele deve ter recebido uma grana preta prá treinar a equipe, blábláblá," porque sabemos que ninguém vive de brisa, concordam? E ninguém sabe quanto ele ganhou. E eu nem quero saber!

Em 1999 eu "vivi" o Flu, na boa... fui a pelo menos uns 14 jogos do time na terceirona (quase todos, né? =P), porque é nos momentos difíceis que nós devemos apoiar nossos amores, concordam? Passei cada perrengue que nem conto! Até tive que correr de PM mineiro prá não levar uma borrachada, só prá vocês terem uma idéia! E vi partidas contra times bisonhos, que vinham pro Maracanã só prá jogar na defesa, o Flu ia lá e ganhava de 1 a 0, 2 a 1... um sofrimento de dar dó!

Mas eu tava lá. E no final, agradeci ao "professor" Parreira pela ajuda valiosa na ascensão do time... e que essa nova estadia seja proveitosa, e principalmente, traga mais um troféu prá nossa sala, né, "professor"? Seja bem vindo!


Ps.: sim, eu também acho que ele é a cara o Kiko!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Eu vi Watchmen, e daí?

Tanto falaram do filme que a primeira brecha que eu tive, eu fui pro cinema!

Eu não li as HQs, e prá ser bem sincero, nem quero ler. Tanto pelo fato de eu estar sem saco prá ficar lendo quadrinhos, quanto pelo fato do que o que eu vi no cinema já me agradou bastante. Se alguém mudou o final ou não, nem me interessa. Pelo que dizem, no DVD eu descubro o final original. Então, que seja!

Mas não se assustem com o texto. Não vou colocar aviso de spoiler, até porque eu não tava muito interessado em falar sobre o filme em si, mas sim em uma situação que eu achei interessante no filme, e que até uma toupeira nos dias de hoje, com essa quantidade de spoilers por aí, já sabe, então eu não estarei falando nada de "inédito", muito pelo contrário. E o questionamento é:

E se os "heróis" existissem?

PEGAELLLLL???


Eu fiquei uma boa hora pensando ontem, e hoje eu também me surpreendi em um momento de vagabundisse pensando nisso. É que essa é uma questão complexa! Como as autoridades atuariam no caso de um vigilante prender um bandido procurado há muito tempo? A justiça seria feita com o bandido? Ele seria julgado? E se fosse solto por "falta de provas ou um testemunho"? Os policiais gostariam de ver um "herói" trabalhando, ganhando a moral e o respeito da população, enquanto eles ficam com a fama de corruptos (oi? Batman?)? O "herói" aceitaria as falhas da justiça, ou cagava prá isso e fazia justiça com as próprias mãos em seu próximo trabalho? E o mais interessante, que as HQs quase nunca tratam do assunto: qual a definição exata da palavra "herói"?

Vamos excluir os possíveis "Drs Manhattans" da vida, que teriam poderes extraordinários. É o que eu sempre digo: se o Superman fosse da Marvel ele já tinha dominado a Terra... o ruim é que o Capitão América ia dar um jeito de matá-lo. Mas não é isso, eu tô falando do Batman, do Homem de Ferro, do Rorschach, do Comediante. Homens normais, que dão a cara a tapa (ok, nem tanto, existem as máscaras... mas vocês entenderam) prá prender vagabundo...

Imaginem um cenário brasileiro: ladrão de galinha é fácil de condenar. Mas e se um desses "heróis" perseguissem um figurão estelionatário por aí? O que seria e o que sentiria um "herói" em um país que a justiça tarda E falha prá caralho?

Péraí! E se a gente já ouviu falar de um "herói" assim?
Que tal? Os "heróis" existem! E eles com certeza falham mais que eu e você. Juntos! E fazendo força prá errar! E o que é mocinho prá uns, é bandido prá outros. Querem outro exemplo?

Cada qual com seu cada qual, e cada um com a sua opinião, concordam?


Agora, só comentando um pouquinho do filme (hehehe). CARALHO! As referências históricas no início do filme (bem boladas, por sinal... eu viajei!!!), a trilha sonora maravilhosa, os efeitos especiais na medida certa, a personalidade doentia do Rorschach, os lindos olhos da Silk Spectre (só os olhos?), a indiferença do Dr. Manhattan... e a estória que é inteligente prá cacete... valeu o ingresso, na boa!

O que? Você acha que eu ia contar alguma coisa mais específica do filme? Tá louco? Corre pro cinema!

terça-feira, 10 de março de 2009

Sobre "Pride", Martin Luther King e meu orgulho de ser fã do U2

Sim, esse post tem um fundo musical!!!




Aumenta o som, porra!!!

Martin Luther King talvez... não, péraí... "talvez" não... ele COM CERTEZA foi o maior líder negro dos Estados Unidos. O cara ganhou o prêmio Nobel da Paz em 1964, justamente por lutar (?) (metáfora, claro!) pela igualdade racial e pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, país históricamente racista. E não venham falar de Obama eleito, por favor, porque eu tenho certeza que tem (muito) americano babaca rasgando o cu com o dedo por causa da eleição do cara!

Bom, já o U2, banda irlandesa que não tem nada a ver com isso, compôs uma música em homenagem ao líder negro. É essa coisa maravilhosa que tá no vídeo ali em cima. Martin Luther King foi assassinado em 1968, em Memphis, e desde então seu nome tem sido lembrado como símbolo da luta pelos direitos iguais para todos os homens e mulheres, independente da cor, etnia ou religião.

Ôpa! Péraí! Eu disse RELIGIÃO?

Então tem a ver um pouco com o U2. Ou vocês não lembram que os conflitos que acontecem até hoje na Irlanda e que de vez em quando até explodem bombas e morrem pessoas são justamente entre católicos e protestantes? Pois bem... falou em U2, você pode até torcer o nariz para o ativismo político dos caras, mas uma coisa você não pode negar: eles cresceram em uma atmosfera de disputas. E não é só "Pride" que levanta uma bandeira política, "Sunday Blood Sunday" também é um hino contra a intolerância. Ou seja: o U2 tem bagagem prá falar sobre o assunto.

E agora eu tenho que falar do orgulho de ser fã do U2, mas eu acho que nas entrelinhas acima eu já falei. Sei lá, é uma banda que eu comecei a gostar sem entender patavinas do que eles cantavam (eu e meu inglês rocambolesco), mas com o tempo fui me informando, decifrando alguns versos e entendendo um pouco da importância do U2 não só como banda, mas também como porta-voz de algumas causas espalhadas pelo mundo. É chato? Eu acho que não. E você que tá lendo o post, independente de ser fã ou não da banda, o que acha?

Eu me orgulho porque enquanto uma centena de boas bandas durante a década de 70, 80 e 90 simplesmente acabaram por causa de drogas, brigas por causa de mulher ou por causa de grana, o U2 "nasceu" no finzinho da década de 70, cresceu muito na década de 80, virou uma "megabanda" nos anos 90 e hoje, sem sombra de dúvidas é a maior banda em atividade no planeta. Os caras estão aí, e talvez os únicos caras hoje que tem uma trajetória longa e que podem bater de frente com o U2 são os caras do Rolling Stones, mas vira-e-mexe rola um barraco de alguém da turma do Mick Jagger.

Tem até uma história interessante com relação à música e ao U2. Em uma das turnês da banda pelos E.U.A., ainda na década de 80, o Bono estava recebendo cartas de um possível "terrorista", simpatizante do racismo. Ele era claro: "Se vocês tocarem Pride, eu vou atirar para matar!"

Não lembro ao certo qual era a cidade que o cara ameaçava matar alguém da banda (provavelmente o Bono, já que ele é sempre o que fica à frente de tudo), pois me falha a memória, eu li isso em 2006, no livro "U2 by U2". Provavelmente era Memphis, cidade onde Luther King foi assassinado. Na hora do show, o que vocês acham que aconteceu? Claro que o U2 tocou a música, e aí o Adam percebeu que algo realmente poderia acontecer, ou teve um medinho aparente de que o Bono podia levar um tiro, e no meio da música ele entrou na frente do Bono meio que protegendo ele e acompanhando seus passos, e foi tocando, amarradão, como se nada tivesse acontecido. Ele disse que se o cara ia atirar ou não, ele não sabia, mas que ele sentiu na hora que deveria ficar ali, e ficou.

Bom, é isso. Resumindo: o U2 não precisava disso prá ser a banda que é. Ou talvez só seja essa coisa toda justamente por essas músicas. Vai saber, né? Bom, a tradução de Pride está
aqui. E o discurso mais famoso do Martin Luther King, o "I have a dream", está aqui.

E bom dia a todos(as).

segunda-feira, 9 de março de 2009

Ama-la ou amar-te?

Tô desde sexta-feira sem postar, né mesmo?

É um pouco de preguiça, e também uma falta de coisa boa prá escrever por aqui. Sei lá, vocês aceitariam uma piada?... ... ... bom, como não dá prá ouvi-los dizendo sim ou não, vou contá-la.

Qualquer coisa reclamem nos comentários, o espaço tá aí prá isso mesmo!


Ama-la ou amar-te???

O marido, ao chegar em casa no final da noite, diz à mulher que já estava deitada:

- Querida, eu quero amá-la.

A mulher, que estava dormindo, com a voz embolada, responde:

- A mala... ah não sei onde está, não! Use a mochila que está no maleiro do quarto de visitas.

- Não é isso querida, hoje vou amar-te.

- Por mim, você pode ir até Júpiter, até Saturno e até à puta que o pariu, desde que me deixe dormir em paz...


Amanhã, quem sabe, tem mais?

sexta-feira, 6 de março de 2009

Os 7 pecados capitais do (e no) Twitter

Segundo a Wikipédia (não vou procurar em outro lugar, tô pecando preguiçosamente já no início), na visão cristã o pecado capital é aquele merecedor de punição, diferente dos pecados brandos, que não necessitam de confissão e pagamento de penitências.

São eles, conhecidos mundialmente e praticados todo dia por 99,9% da população mundial (rá, te peguei, né?): vaidade, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria.


Os 7 pecados, segundo Bosch. (gênio!)


O Twitter todo mundo conhece, né? É aquela ferramenta de microblogging que toma seu tempo diário com conversa fiada, links interessantes e qualquer outra coisa que você consiga fazer com o bichinho. Eu devo ter, mais ou menos, uns 10 meses de Twitter, e dia desses eu tava pensando sobre os pecados capitais que esse povo comete ao usar a ferramenta. Claro que isso virou motivo prá mais um post sem graça.

Então vamos aos pecados:

Vaidade:

"Uma pessoa vaidosa cria uma imagem pessoal para transmitir aos outros, com o objetivo de ser admirada. Mostra com extravagância seus pontos positivos e esconde seus pontos negativos."

Seria a descrição perfeita do
Vitor Fasano, se não fosse um fake. Mas tem muita gente no Twitter que adora mostrar o que tá fazendo, só prá demonstrar algo que, sinceramente, muita das vezes não é de interesse de ninguém. Não vou citar nomes, mas todo mundo segue um (ou mais) vaidosos, às vezes nem precisa puxar pela memória.

Inveja:

"Inveja é o desejo por atributos, posses, status, habilidades de outra pessoa gerando um sentimento tão grande de egocentrismo que renegue as virtudes alheias, somente acentuando os defeitos. Não é necessariamente associada à um objeto: sua característica mais típica é a comparação desfavorável do status de uma pessoa em relação à outra."

Preciso comentar dos invejosos do Twitter? Seja cagando goma por causa do número de seguidores, seja reclamando dos imbecis que bradam aos 4 ventos a tal da meritocracia informal da internet. Sim, porque se você reclama de alguém só porque ele twitta que "já passou dos mil seguidores", é porque você tá com inveja dele, só pode!

Ira:

"Ira é um sentimento mental e emotivo de conflito com o mundo externo ou consigo mesmo, que controlamos pouco e manejamos pior ainda, deixando-nos fora de nossas ações."

Quantos já usaram o Twitter prá desabafar sobre alguma merda do dia, demonstrando toda a ira contida no coração? Uma dica: se você está puto com algo que ninguém (entre seus seguidores) entende o que é, não leve isso pro Twitter, por favor!!! E os que caem de pau em cima de alguém, ou algo entre os twitteros? É engraçado (às vezes), sabia? Talvez esse seja o pecado mais presente no Twitter, sério mesmo!

Preguiça:

"A preguiça pode ser interpretada também como aversão ao trabalho, negligência, indolência, morosidade, lentidão, pachorra, moleza, dentre outros."

Twittero que passa dias sem atualizar sem ter motivos maiores vai pro inferno! (hahahaha). Sério, aquilo vicia tanto em escrever, quanto prá ler. Tem muita gente que é bom de seguir porque compartilha links geniais, mas tem gente que não linka nada, mas é engraçado seguir (vide os fakes que infestam o espaço!). Por isso, twitteros, principalmente os que eu sigo, não deixem de atualizar!

Avareza:

"É o medo de perder algo que possui."

Descrição simples, até porque eu não preciso ir muito longe prá explicar. É o tal do mimimi quando perdem seguidores. Tem gente que nem liga mais prá isso, porque a graça mesmo é botar lenha na fogueira sempre, mesmo que isso floda (isso é um trocadilho) o Twitter dos outros. E discussão às vezes faz crescer o número de seguidores. O que o pessoal não aguenta é twittada chata, aí depois não adianta ficar de mimimi.

Gula:

"O pecado da Gula representa o desejo insaciável do ser humano de ter sempre mais do que já tem e precisa."

É a busca insaciável por seguidores. O cara sai dando follow em todo mundo, na esperança de ver seu número de seguidores crescer. Mas pior que isso é aquele que segue, depois deixa de seguir. Puta sacanagem, né? Mas esse com certeza é mais vaidoso que glutão, podes crer!

Luxúria:

"A luxúria é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material."

Eu ia explicar esse pecado no Twitter linkando duas ou três recentes listas de twitteros(as), mas prefiro ficar quieto, até porque quem acessa isso aqui e usa o Twitter já sabe exatamente do que eu tô falando. Mas nesse caso da luxúria também é aquela coisa de "fulaninho(a) que é da TV tal me segue!", ou então "o(a) blogueiro famoso(?) Miss Cangaíba me segue!", ou então o "pelo twitter eu converso com fulano que é isso, aquilo... blábláblá!". Vocês entenderam, né?


A verdade é que todo mundo já pecou um pouquinho (ou muito) via Twitter. Eu, por exemplo, escrevendo agora o post, observei que eu já cometi TODOS os pecados, em maior ou menor grau. Não tem conversa: usa o Twitter, é pecador!

E tenho dito! E espero que quem venha a ler estas malfadadas linhas não seja preguiçoso e COMENTE!

quarta-feira, 4 de março de 2009

ET, 27 anos depois...

Fazer post de filme velho é muito fácil, ainda mais de um sucesso do cinema mundial. Mas o engraçado não é falar sobre um filme velho, mas sim poder falar sobre o que você sente ao ver algo antigo e que te passa a impressão de que não envelhecerá jamais!

Senhoras e senhores, durante minha ociosidade carnavalesca eu revi ET, o extraterrestre, como se fosse a primeira vez, mas lembrando de muita coisa boa da minha infância. Ou não...


O filme é de 1982, mas eu devo ter assistido pela primeira vez lá pelos idos de 1987, até porque eu não lembro de nada da minha vida anterior aos meus 7 anos. Medo de E.T. eu sempre tive (mesmo adorando conversar sobre o assunto), mas prá ver aquele bichinho zoiúdo e simpático eu sempre dava um jeito no medinho.

O mais engraçado de tudo é que enquanto todo mundo em minha volta sempre dizia: "Eu chorei durante o filme!", eu nunca tinha derramado uma lágrima sequer! Seria eu durante minha infância um mini coração de pedra? Porque é bom citar: durante toda minha adolescência (considero lá pelos meus 12 ou 13 anos) e idade adulta eu ainda não tinha (re)visto o filme. Sério mesmo! Com filmes como Independence Day, M.I.B., a franquia Star Trek e Star Wars e o aterrorizante Fire in the sky, apenas para citar alguns que falam sobre vida alienígena, viagens espaciais e afins, prá que ver um inocente filme sobre um ET que fica perdido na Terra e faz amizade com um moleque chato?

Faltava compreender o filme. E ainda bem que eu vivi tempo suficiente prá isso.

O ET de Spielberg é eterno porque ele levanta uma questão importantíssima e tão esquecida hoje em dia: a amizade. Não dá prá compreender ao certo "qual era" a do ET ao se conectar ao Elliott, mas o garoto entende que o visitante precisava de sua ajuda. Está atado aí um laço que prende todo mundo que tá assistindo.

O resto é John Williams inspirado em uma das músicas mais bonitas do cinema, algumas referências à Star Wars (o ET sai atrás de um moleque vestido de Yoda durante o halloween falando: "minha caaaasa!"...não dá prá não cair na gargalhada), Drew Barrymore fofíssima, sei lá, com uns 6 anos de idade, e a tal da estória de amizade que... putaquelpareu! Eu chorei! [/emo]

Ás vezes é só porque eu esteja ficando velho... vai saber, né?

segunda-feira, 2 de março de 2009

Porque eu não sou fã do Los Hermanos

Por favor, vejam esse vídeo, mas principalmente, reparem na MÚSICA, no arranjo, e muita atenção na LETRA, é fundamental para entender o que eu vou argumentar aqui. Quem já conhece a música, pode pular pro próximo parágrafo.


Ok, vou entender que vocês ouviram a música. Veja bem: o que falar do som? É muito legal, sem ironia da minha parte. Eu acho FODA! Como guitarrista que considero ser, mesmo eu não valendo uma mísera "Si" arrebentada, é o tipo de SOM que eu queria fazer. E eu tô falando SÉRIO!

Meu problema é com a letra. E no caso do Los Hermanos, muitas letras.

Tudo bem que os caras falem de amores, amores perdidos, chifres e afins. Daniel, Zézé di Camargo & Luciano ganham a vida honestamente desta forma. Fresno e NX Zero também, mas... puta merda! "O Vencedor", por melhor melodia que tenha no universo, tem uma letra corna de tão triste!

Dúvidas? Acompanhem os seguintes versos:

"Olha lá quem acha que perder
é ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória
e perde a glória de chorar"

CACETE! Quem aí gosta de derrota? Todos fomos educados prá vencer na vida, em todos os aspectos. Você que está aí lendo, gostaria de perder a mulher ou o homem que ama? Gostaria, por exemplo, de ralar prá alcançar um patamar profissional interessante e que te deixa bem de vida e depois perder esse emprego?

Quando era moleque, você gostava de perder no futebol da rua? Eu não! A gente apostava até cacho de banana ou garrafa de suco pro time vencedor, mas a disputa sempre existia, e quem perdia queria revanche no outro dia.

Até entendo o sentido da letra, mas... mentira, não entendo como uma pessoa sã pode valorizar a derrota, qualquer derrota. Poxa, na boa, é pedir prá ser torcedor da seleção de futebol de Holanda na década de 1970. É vangloriar em excesso a seleção brasileira de 1982. É perder uma mulher, ou um cara, e dar como desculpa um "Você sabia que o tropeço te leva prá frente?".

Ninguém gosta de perder. Você pode, sim, até aceitar a derrota. Isso é uma coisa, afinal de contas, quando um ganha, sempre tem alguém que perde... e um dia pode ser você. Agora, usar essa derrota como consolo prá uma incapacidade sua, e se esconder atrás da incapacidade porque tem cagaço de vencer (sim, sim, tem pessoas que TEMEM a vitória) é muita cornice da pessoa!

Que mané "glória de chorar" o cacete! Pergunta pros sãopaulinos se eles gostaram de perder o tri seguido da Libertadores pro Velez Sarsifield em 1994? Pergunta pros vascaínos se eles gostaram de entubar um recente tri-vice do Flamengo no estadual? Mais recente ainda, conversem com um botafoguense sobre isso, mesmo depois da vitória de ontem na Taça Guanabara!

Pergunta se eu fiquei feliz porque meu Fluminense, depois de eliminar o Boca Jrs na Libertadores ano passado (algo que entre os times brasileiros, só o Santos, com o Pelé no time, conseguiu, e isso lá na década de 1960!) perdeu prá LDU do Equador? Ninguém vai lembrar disso daqui a 10 anos. Só nós, os derrotados tricolores. Eu, aliás, nem toco mais nesse assunto, daqui a 10 anos eu quero sim é comemorar o tetra na Libertadores!

Estão vendo? É a vitória que fica marcada! É o gol de barriga do Renato Gaúcho! É o Rogério Ceni fazendo chuver contra o Steve Gerard, do Liverpool, e segurando o heróico 1 a 0! É o Pet metendo aquele gol de falta no Hélton aos 45 do segundo tempo! É o Baggio bicando a bola prá Lua em 1994! É o Vasco virar um 3 a 0 prá 4 a 3 contra o Palmeiras, dentro do Parque Antártica!

É Michael Jordan pedindo a bola nos segundos finais do jogo e abrindo caminho para o segundo Three-Peat da história dos Bulls! É o motor da McLaren apagar na largada, o cara cair prá décimo-quarto, passar todo mundo e ainda sagrar-se campeão mundial! É o time quase imbatível do Bernardinho, que fica puto com uma medalha de prata, mesmo depois de ter vencido TUDO nos últimos 8 anos. Esses caras não aceitaram as derrotas.

E eu sou assim também.


- Ps.: se algum fã xiita do Los Hermanos vier aqui encher meus pacovás, eu vou sim aceitar todos os comentários, desde que sejam educados, ok? (porque daqui a pouco isso aqui cai no Google, aí já viu, né?)

- Ps2.: "A Flor", música que eu citei no post anterior, quase envereda pelo caminho de "O Vencedor", mas eu um dia prestei bem atenção na letra, e ela quase redimiu os barbudos comigo. Mas se tem gente que é fã dos Beatles por essa ou aquela música, eu não sou fã do Los Hermanos por causa d'O Vencedor. E tenho dito!