segunda-feira, 27 de abril de 2009

Deixa eu defender o meu antes...

Fala, povo! Tô sumido, né? O QUÊ? Post todo dia? Contribui aí com algum tostão que eu escrevo todo dia... e vocês podem começar arrecadando R$ 1 milhão... dá pro gasto mensal, se é que vocês me entendem...

Bom, piadas à parte (aquilo do bispo foi uma piada, não foi? Não, né? Vai ter idiota pagando... enfim...), eu tava a fim de escrever uma série de 4 posts sobre futebol, mas como eu sei que ninguém vai ler mesmo, eu vou escrever, mas sem pressa. Um dia eu posto por aqui.

Eu tô atualizando mesmo porque hoje pela manhã eu recebi um email do meu irmão com um monte de imagens engraçadas... "prá descontrair", dizia o email. Tinha muitas imagens velhas, que já rodaram todos os confins da web, e entre elas algumas montagens que o blogueiro que vos escreve fez imitando aqueles cartazes motivacionais, mas claro, fazendo piada (ou tentando fazer). Simples: meu irmão foi lá no meu Flickr, pegou as montagens e anexou no email.

Mas como nós sabemos que muito do que rola na internet não foi criado e sim kibado copiado, eu vou postar todos os posters motivacionais que eu inventei, engraçados ou sem-graça. Percebam que eles têm o endereço de um falecido blog antes deste. E o blog era meu. Eu tinha feito as montagens prá postar neste falecido blog, mas eu acabei deletando o dito cujo, abrindo esse aqui e esqueci de postar as montagens. Mas dane-se, no Flickr tem a data da postagem, eu não preciso ficar de mimimi...

Mas saibam de antemão: se um dia aparecer qualquer um destes sem o devido crédito, nem precisa vir aqui me contar, eu já ganhei a luta!





















quarta-feira, 22 de abril de 2009

Coisas esquisitas de uma semana esquisita

Trabalha segunda-feira... pára na terça... trabalha na quarta... folga na quinta... trabalha na sexta... esquisito, né? Essa semana ficou assim prá minha obesa pessoa graças ao nosso *cof querido governador Sérgio Cabral, que liberou o feriado de São Jorge para todo o estado do Rio.

Fazer o que, né? Mas eu queria emendar uns 4 dias direto (somados ao fim de semana)... eu ia ficar o mesmo tempo à toa, mas pelo menos a vadiagem seria melhor, seria uma coisa mais profissional...

Mas tudo bem. Já que a semana tá esquisita com esse trabalha-pára-trabalha, vou contar um pouco das tosqueiras que acontecem comigo (e aconteceram apenas nessa semana, hein?):

UM = Tô eu fazendo uma pesquisa de mercado na geladeira, agachado escolhendo entre presunto ou queijo prato (ou os dois juntos), vem aquela vontade nervosa de espirrar. Sabe aquela que você sabe que vai fazer merda, só que sem tempo de escolher o lado prá mandar seus germes? Então... nem deu tempo de virar a cabeça.

Claro que eu fiquei apavorado, deve ter voado umas 3 viroses prá dentro da geladeira. Levantei e fiquei fazendo movimentos com as mãos, sabe quando alguém polui o ar perto de você com uma bufa e você quer afastar aquilo de perto? Só que eu fazia isso de dentro da geladeira prá fora.

Nisso entra meu pai na cozinha. Vê o filho naquela situação e manda logo: "Você por acaso PEIDOU aí dentro?" Como vocês não conhecem meu pai, nem minha mãe, deixa eu fazer um adendo aqui: os dois, quando fazem esse tipo de pergunta onde o querido filho deles ficará evidentemente sem graça e/ou sem moral, eles não querem a resposta. Porque prá eles, a pergunta é exatamente o que aconteceu. E ponto final! Eu, claro, sabendo do jeitinho deles e imaginando que meu pai acha que eu deixei um urubú morto dentro da geladeira, limitei-me a dizer:

- São germes.

E dane-se, deixa o véio pensar o que quiser...

DOIS = Sabe aqueles caras filhos duma égua que você, um pobre coitado padawan aprendiz de violeiro dá um azar de estudar junto e fica babando porque eles sabem tocar prá cacete um instrumento musical e você penou prá aprender a tocar "Que país é esse" na revistinha comprada na banca de jornal naquele violão Gianini todo desafinado?

São os caras que nunca se juntam prá formar AQUELA banda que com certeza daria certo. E que você, com... sei lá... 45 anos, já com cabelos grisalhos (no meu caso, careca), sonha em virar pros filhos no domingo, quando eles estariam comemorando 25 anos de estrada no Faustão e falar:
"Aê, moleque, presta atenção nesse som que eu estudei com esses putos todos!".

Então. Foi essa a sensação que eu senti quando ouvi Dave Matthews Band... que eles eram justamente essa bandinha de escola que vira uma puta banda porque os babacas esqueceram as diferenças e resolveram encher o rabo de grana fazendo uma coisa boa. Podem jogar pedra, eu até conhecia alguma coisa do som deles, mas não sabia que eram eles... e devo até conhecer mais, tô baixando uns trecos aqui.

Pois bem. Prá mim, Dave Matthews Band é aquela bandinha talentosa da escola que deu certo. E com o Eddie Vedder após umas duzentas aulas de canto comandando os vocais!

TRÊS = Sonhar a noite inteira que tá perdido dentro da rodoviária de uma metrópole sul-americana não é nada agradável, ainda mais quando você não consegue sair da rodoviária, né?

Me senti o Tom Hanks em "O Terminal"...

QUATRO = chega por hoje...

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Precisamos de um mártir prá ontem!

Brasil, 1889. O marechal Deodoro, futuro presidente do Brasil, proclama a República. Pela frente, uma identidade nacional a ser criada, uma unidade territorial a ser mantida, independente das inúmeras diferenças culturais já existentes na época e símbolos a serem escolhidos como exemplos da luta pela liberdade e contra o jugo imperial.

Foi aí que sobrou pro Tiradentes!

Não discutiremos se o alferes Joaquim José da Silva Xavier teve importância exagerada na Inconfidência Mineira, mas nós não podemos imaginá-lo como um quase-super-herói. É certo que o final do século XVIII foi um período marcado por agitações políticas no mundo todo, e que na época a província das Minas Gerais era a mais importante do Brasil. Daí a importância do movimento que já naquela época pedia a implantação de uma república, coisa que só aconteceria mais de um século depois.

No Brasil não houve derramamento de sangue nem na Independência, muito menos na proclamação da República. Guerra? Prá que? Em 1889 a grande maioria da população sequer sabia que os militares estavam tomando o poder e destituindo o Imperador D. Pedro II. E como não houve qualquer manifestação popular contrária à queda da monarquia, nem contrária à proclamação da República, o poder só mudou de mãos.

Mas sem luta? Como assim? Os franceses lutaram contra o poder absoluto do monarca, os haitianos lutaram contra os franceses, os norte-americanos lutaram contra os ingleses, nossos hermanos no México, na Bolívia e até no Uruguai lutaram pela liberdade. No Uruguai, inclusive, lutaram contra NÓS, brasileiros! Mas nós nem prá isso prestamos!(*)

Mas herói tem que ter, alguma coisa nós temos que imitar dos outros. E façam pinturas do homem sendo julgado, à beira do enforcamento, e não se esqueçam: o homem tem que ser quase santificado, hein?

Deu no que deu... esse aí na foto abaixo com a mão espalmada, em riste, por acaso, é Tiradentes, um alferes que nem podia deixar a barba e o cabelo crescer, pois não era permitido e a guarda mantinha os presos sempre de barba feita e cabelos cortados, ou é...

Óleo sobre tela de Leopoldino de Faria


... Jesus? Se você olhar com atenção, verá até Pôncio Pilatos no quadro.

Pelo menos é feriado...

(*) Na verdade o povo naquela época, assim como é até hoje, nem tava aí pro ferro entrando. Se tivesse farra no meio, tava bom!

domingo, 19 de abril de 2009

Brilho eterno de uma mente sem coragem

Calma! Vou explicar o título do post já já. Por enquanto, siga a leitura.

Hoje eu assisti, mediante recomendação e empréstimo feito por uma (já) inestimável amiga o filme "Brilho eterno de uma mente sem lembranças"(*). O filme é muito bom, e você nem pensa que o Jim Carrey é um comediante. O cara trabalha bem fazendo drama, e eu acho que ele deveria investir nisso (#ficadica). E a Kate Winslet é linda até com a cabelo laranja! Ou azul. Ou verde...

Eu não vou contar muito sobre o filme, mas prá quem nunca viu, a deixa é a seguinte: no filme, existe uma máquina capaz de deletar a memória das pessoas. Partes específicas da memória. A pessoa pode então continuar sabendo quem é, mas usa o procedimento para tirar da memória alguém, ou um acontecimento. No filme, o foco é retirar o "alguém" da memória.

E a pergunta de um milhão de reais é a seguinte: se você pudesse passar por este procedimento, você deletaria alguém da sua vida?

Veja bem, não é o caso de apenas esquecer a pessoa e fazer todos os esforços necessários para de alguma forma substituir alguém que te fez mal um dia ou que te deixou magoado(a). É esquecer não só a pessoa, como também TUDO que aconteceu em volta enquanto essa pessoa estava próxima.

E aí? Você teria colhão prá isso?

Porque por mais imbecil que seja a pessoa, por mais traumático que tenha sido o acontecimento, dali você pode aprender algo. Não dizem que nossa vida é uma eterna aprendizagem? E se você esquecesse o problema, você poderia cometer o mesmo "erro" no futuro, concorda?

Sim... porque toda ação tem uma reação. E muitas das vezes nossas ações levam a reações extremadas das pessoas que estão próximas... mas a culpa é sempre delas... estranho, né?

Na verdade, você não quer apagar a lembrança da pessoa. Você muita das vezes quer apagar a merda que fez e que gerou seu descontentamento, e ela (a merda) sempre te assusta quando você lembra da pessoa. Ou seja: ao passar pelo procedimento, você desejaria ter o brilho eterno de uma mente sem coragem. Viajei muito?

Não vou contar o que acontece no desenrolar do filme, mas a coisa flui de forma bem interessante. E é uma coisa meio "Vanilla Sky" (falei merda?). É bem legal... legal... legal... [/piadapráquemviuofilme] vale o tempo gasto prá ver o filme, e com certeza te deixará questionando certas coisas... certas posturas... eu recomendo.

E deixa eu ficar por aqui, porque hoje é domingo, a cabeça pensa pouco. Boa semana prá todos!

(*) vejo drama numa boa, sem problemas. Só não exijam uma lágrima no fim, aí já é pedir demais, né?

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Vinicius, o craque de bola

Um dia, eu fui um jogador de futebol.

Mas não fui aqueles moleques que sonham em conquistar fama e dinheiro no clube do coração (que no futuro se converterá no "clube do coração que paga mais"). Eu fui craque! E a definição de craque vai além das questões financeiras.

Eu jogava bola pela diversão. Aquela coisa de você passar pelo adversário explorando o lado fraco dele, ou de surpreende-lo com um toque rápido ou uma ginga de corpo. De desarmar o oponente sem falta, muitas das vezes sequer usando o ombro, só a habilidade. Em suma: futebol arte, mas sem muitas firulas.

E era legal. Na minha rua as disputas eram acirradas, a coisa era tão disputada que até o par-ou-ímpar prá escolher o time tinha que ter juiz. Sempre rolavam as panelinhas, mas o mais legal era quando um time improvável era formado e ganhava de todo mundo no "10 ou 2". Não sabe o que é "10 ou 2"? Explico: 10 minutos ou 2 gols. Se desse empate, saíam os dois times, mas se do lado de fora só tivesse um time esperando, ficava o time que tinha vencido a partida anterior.

E uma vez eu e mais quatro amigos formamos "O Carrossel do Felipão".

O ano era o saudoso 1996. Férias de janeiro. Tinha futebol na quadra do Royal (o clube do lado da minha casa) todo dia à tarde, depois das 16. O time a ser batido no ano anterior era o Grêmio, campeão da Libertadores 1995 e vice campeão mundial, perdendo a final para o Ajax (HOL), de Van der Sar, Davids, Kluivert e Jari Litmanen, o melhor jogador finlandês (cuma?) de todos os tempos!

O Grêmio conquistava nossa simpatia não só por ser um clube brasileiro (e fora da disputa interna do Rio e do eterno bairrismo Rio X São Paulo), mas por ter um time de respeito. Paulo Nunes, Jardel, Dinho, Roger (aquele mesmo que quase foi campeão pelo Flu ano passado, e que fez o gol do título do Flu na Copa-BR em 2007!), Carlos Miguel, Arilson... e no banco, Luis Felipe Scolari, o já famoso Felipão.

No par-ou-ímpar eu perdi, e acabei pegando só a raspa do tacho. Na verdade, em um time de 5, tirando o goleiro (Luis Fernando) nós tínhamos 3 caras que sempre jogavam mais na marcação: eu, Lelis e Guilherminho. O São (Anderson) era o único que jogava mais prá frente. Mas quem disse que isso foi motivo prá entrega?

No início, nós vencemos nosso primeiro jogo por suados 2 a 1, de virada. Nas 3 partidas seguintes, nós empatamos na malandragem. Daí veio o apelido, porque aquele time do Grêmio era tinhoso quando tinha que ser. Mas também sabia jogar bonito. Quando começaram a nos sacanear por causa dos empates repetidos (a moral é sempre ganhar e ter postura ofensiva), nós nos reunimos no meio da quadra e fizemos um acordo:

Lelis: -
Ae, vou aceitá brincadeira não, nós 'tamo ficando na boa, é regra!
Eu: -
Vamo começá a jogá bonito então?
São: -
Galera, tô cansado, vamo ficá de fora na próxima?
Guilherminho: - Porra nenhuma! Faz o pivô lá na frente e deixa o resto com a gente!
Luis: -
Vocês vão tománocu se eu ficar sozinho aqui atrás!

Esse foi o acordo, e qualquer bom boleiro entendeu o diálogo. E daí começou a brincadeira. Foi toque de calcanhar, caneta, lençol, tabelas rápidas. Tudo temperado com a frase a la Galvão: "Tá na hora do gol!". E nós fazíamos o gol na jogada.

O que mais impressionava o pessoal era que nós sempre jogávamos atrás, como eu já citei. E entre jogar bonito, fazer firula ou jogar sério, nós sempre escolhíamos a via menos complicada. Quando dava prá brincar, rolava um lance bonito, mas quando não dava, bola pro mato que o jogo é de campeonato, mesmo na pelada que não valia uma bala Juquinha!

E foi assim com firulas, lances de efeitos e gols bonitos (eu fiz um de voleio - reflitam!) por mais umas 14 rodadas, se não me falha a memória. CATORZE vitórias! Uma hora, claro, nós cansamos. Mas foi aquela coisa: o time que ganhou fez festa, quem tava de fora esperando prá jogar fez festa, mas nós perdemos de cabeça erguida. Ninguém aguentava mais ver a gente na quadra!

E cada um saiu da quadra e se recusou a voltar em outras partidas. Lógico, estávamos cansados... eu lembro que eu não aguentava mais esticar a perna! Só o Luis ficou na quadra por mais duas rodadas, porque não tinha outro goleiro.

E aí hoje eu fico pensando... eu estou uns 35Kgs acima do meu peso ideal, meus joelhos falham em uma simples corrida... e se alguém chutar uma bola em minha direção, eu nem sei se eu conseguiria dominá-la... é a idade, crianças... é a idade. Mas e se eu tivesse nascido na Itália, terra dos meus antepassados e do futebol atual campeão do mundo (mesmo que de forma bem burocrática), será que eu teria melhor sorte com o futebol?


Com certeza sim... na minha época não tinha torcida assim, senão eu nunca teria largado o futebol... rapaziada, falando nisso, vocês já viram a mulher do Buffon, goleiro da Itália?

Definitivamente, eu só nasci aqui prá ter que ficar perto da minha mãe...

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A incrível arte da preguiça

Tô com uma preguiça danada de escrever algo que preste por aqui. Pior ainda: tô com preguiça de ler também o que o povo escreve. Na verdade, até tenho na cabeça um post tão ou mais "elaborado" que o post anterior, mas tô é com uma baita preguiça de digitar tudo.

Mas não tô com preguiça prá ver filme. RÁ! (prá quem precisa entender, pingo é letra!)

Então eu resolvi pegar minha preguiça, juntar com minha vontade de postar algo aqui prá alguém, e deu no que deu. Só prá não deixá-los sem post, hein? (acostuma não!)


Richard Ashcroft + Coldplay. No Live 8. E cantando Bittersweet Symphony.

Pronto. Nem precisei ficar me policiando...

sexta-feira, 10 de abril de 2009

O Jesus Histórico

ATENÇÃO: este post não tem como objetivo discutir fé, e sim História. Estão avisados!

A coisa que mais aguçou minha curiosidade no primeiro ano da faculdade foi justamente poder estudar e discutir a vida de Jesus de Nazaré. Não aquele homem milagreiro da Bíblia, e sim o homem mortal, político, judeu e revolucionário que talvez tenha existido na Galiléia no início do que normalmente nós chamamos de "Era Cristã".

Sim, Jesus é estudado com afinco por milhares de historiadores espalhados pelo mundo. Mas estes historiadores não usam somente a Bíblia como fonte histórica. O livro, inclusive, não é considerado uma fonte confiável, já que com o passar dos séculos sofreu diversas alterações, sempre visando um melhor entendimento por parte do rebanho. Na pesquisa histórica, os axiomas teológicos ou religiosos ficam de fora, por motivos óbvios.

A partir da pesquisa histórica, é quase certeza afirmar que Jesus viveu na Galiléia, teve um pequeno grupo de seguidores e foi crucificado na Palestina na época do governo de Pôncio Pilatos (portanto, durante o império de Caio Júlio César Otaviano Augusto). Pronto. A partir deste consenso, alguns especulam, outros pesquisam mais a fundo, mas no fim das contas ninguém chega a um denominador comum sobre a vida de Jesus.

Como pode o homem mais seguido, mais falado e mais discutido no ocidente há mais de 2 mil anos não ter uma história "oficial"? É simples: não há uma documentação confiável. E não venham falar da Bíblia, pois os Manuscritos Apócrifos de Nag Hammadi já mostraram que a fonte bíblica não é lá muito confiável.

Mas então, quem DE FATO foi o Jesus Histórico?


Esse aí, claro, é o Adriano Siri fantasiado de John Lennon...
[crédito: foto tirada pelo próprio blogueiro que vos escreve na quarta fila (morram de inveja!) do Cine 9 de abril, em Volta Redonda... montagem também de próprio punho, sem milagre, só o bom e velho photoshop... que de vez em quando faz milagre, mas não vem ao caso agora...]


Não pensem que eu vou destilar um discurso pró-romance do Dan Brown. Longe disso, até porque não dá prá levar em conta um romancista que reúne um estudo de um historiador inglês com suas (as dele) interpretações sobre a Bíblia e meia dúzia de pinturas de um artista genial, dotado de licença poética e que adorava dar uma sacaneada na Igreja Católica e levantar a idéia como se fosse a bandeira da verdade. Não... se você pensava que eu ia cair na asneira de citar Dan Brown (e confesso, já li todos os livros do cara lançados no Brasil), está muito enganado.

Aliás, deixa eu abrir um parêntese aqui: Dan Brown apenas escreveu uma estória intrigante, e teve mérito em usar as falhas de concordância no texto bíblico e a arte de Da Vinci para criar a polêmica em cima da vida de Jesus. Só isso!

Talvez pela falta de interesse das grandes editoras brasileiras que publicam trabalhos acadêmicos, ou quem sabe, uma conspiração para que a população nunca discuta o assunto de forma séria, a verdade é que no Brasil os estudos sobre a vida de Jesus chegam para os leitores pelas editoras esotéricas, o que retira completamente a credibilidade acadêmica da coisa, de modo que vocês devem estar imaginando que no Brasil esse assunto é motivo de piada no meio acadêmico. E é!

Mas como eu já disse, existe um consenso:

1) O Jesus mortal
Vamos fazer o favor de esquecer a concepção imaculada? Nem sua vó beata acredita mais nisso, apesar de jurar de pé-junto que acredita. É impossível algo assim acontecer, e essa versão da maternidade de Maria vem de encontro com a idéia de pureza vigente na Idade Média, onde a mulher tinha que guardar sua virgindade a sete chaves fechando o cinto de castidade.

Já a parte do evangelho que fala sobre a crucificação já recebeu dezenas de interpretações, até mesmo dos que acreditam que Jesus não morreu na cruz. Portanto, sequer ressucitou! Mas acredite, tanto sua imortalidade (Kardec explica esse conceito como ninguém, e aí Jesus é imortal... e VOCÊ TAMBÉM! Vá le-lo, você vai entender) quanto sua vida de milagreiro não devem ter sido mais que o uso de figuras de linguagem para representar suas passagens.

2) O Jesus político
Alguns estudos garantem: Jesus era descendente direto da tribo de Davi. Portanto, tinha condições de reivindicar a liderança política dos judeus. Essa situação deve ter encorajado Jesus a levantar sua voz contra as lideranças judaicas na época, mas essa parte eu queria explicar com mais detalhes no item número 4, ok?

De início, saibam que Jesus foi muito influente no seu tempo. E a seu modo e sem levantar os mortos das tumbas.

3) O Jesus judeu
Vocês acreditam que alguns católicos crêem que Jesus era... católico??? Quando? Onde? COMO??? A religião católica foi uma invenção de Pedro, e homologada no século III da "era cristã" pelo imperador Constantino. Portanto, pode parecer estranho, mas Jesus nunca seguiu qualquer recomendação do Vaticano.

E isso inclui a parte que diz que ele deveria manter a castidade. E se o casório foi com Maria Madalena, que paga o pato na Bíblia como puta, ou com outra mulher, não importa. Judeus entendem que casar é um bom negócio, e pronto!

4) O Jesus revolucionário
Talvez o aspecto mais interessante da vida de Jesus e que mais causa espanto nas pessoas quando eu comento sobre é justamente a face revolucionária de Jesus. Sim, o cara queria mudar muita coisa entre os judeus.

Apesar de toda a descrença de muitos professores que eu já conversei sobre o assunto, existe a quase-unanimidade com relação à crucificação ter sido motivada pelo discurso crítico de Jesus ao chegar ao Templo de Salomão e observar que ali, em um lugar sagrado, o comércio era grandioso, desvirtuando tudo. Ou seja: o "hômi" quis mexer no bolso de quem mandava, e foi sumariamente castigado por isso. Tanto que os líderes romanos tiraram o deles da reta e deixaram a própria população condenar Jesus.

Há até uma famosa frase, atribuída a Jesus, que diz mais ou menos assim: "Aquele que não tem espada, venda sua capa e compre uma espada." Jesus desejava um levante contra os romanos, mas antes desejava a união dos judeus, independente da corrente religiosa seguida pelos grupos. A idéia era expulsar os romanos do comando da Palestina.

E com um discurso realmente convincente, foi amealhando seguidores e conquistando respeito por onde passava, até chegar a Jerusalém. O resto é história, mesmo sem fontes confiáveis.


Bom, é isso. Está grande, sem citação de fontes, e é a MINHA visão sobre Jesus. Peço a futuros xiitas que nem se dêem o trabalho de comentar com raiva, ou usando palavras de baixo calão. Não vou aprovar os comentários e pronto. E àqueles que gostam de uma discussão sadia, fiquem à vontade, o espaço dos comentários está aí prá isso.

E amanhã, não se esqueçam: é dia de malhar o Judas, não porque ele foi um dedo-duro, mas porque é engraçado prá cacete!


terça-feira, 7 de abril de 2009

Eu queria falar sobre, mas...

Eu queria falar sobre música, mas a lista que tenho em mente não pode ser citada, pois com certeza estragaria uma surpresa que eu prometi fazer...

Eu queria falar sobre a final do BBB, mas é covardia com os paraquedistas. Eu não vejo e ainda por cima torço o nariz para o programa, então nem é válido falar disso aqui...

Eu queria falar sobre algum outro hype dessa semana, mas a pressa como as coisas acontecem deixa-me cansado. E é sério, eu não tenho tempo (leia-se: "saco") prá discutir hype por mais de 5 minutos, seja qual for o assunto...

Eu queria falar sobre o Twitter estar uma bosta, mas isso é um hype, né? Duradouro, diga-se de passagem...

Eu queria falar sobre filmes, mas eu tenho que escolher 3 filmes prá uma lista ainda hoje e, vejam só... não tenho uma boa indicação prá colocar na lista! Mas talvez seja porque eu não estou pensando apenas com a minha cabeça na hora de indicar o filme. Também tô pensando em agradar... aí complica um pouco, né?

A verdade é que não queria falar sobre qualquer coisa. Não aqui... não hoje...

Mas queria dizer que até o fim da semana, para alegria de uns e desespero de outros eu gravo um não-sei-o-que-cast... sim, sim... eu mesmo falando besteira no ouvido de vocês por uns 10 minutos... e deem graças ao "Hômi", porque dessa vez eu não vou cantar...

AH!... queria perguntar, mesmo sabendo que ninguém vai responder, quando é que sai o DVD "Vertigo Tour Live in Milano", do U2? Praticamente o show todo já tá no Youtube, mas a promessa do DVD eu não esqueci... será que só saiu para os gringos?


Aguardem (melhor não aguardar) e confiem...

domingo, 5 de abril de 2009

Musiquinha boa prá um domingo modorrento...

Que eu toco (mal) violão, muita gente sabe. Mas que eu tenho mania de tirar música que eu nunca vou tocar em lugar nenhum, muita gente não sabe.

Sendo assim, meu próximo desafio é esse aí:


A batida eu até acho que consigo tirar de primeira, o difícil vai ser tirar o solinho sem ninguém acompanhando... mas eu consigo, vá lá...

sábado, 4 de abril de 2009

A lista Murthaug

No décimo-nono episódio do quarto ano da série "How I met your mother" o Ted nos apresenta a Lista Murthaug.

A Lista Murthaug é inspirada no personagem Roger Murthaug, interpretado pelo ator Danny Glover na série de filmes "Máquina Mortífera". Murthaug sempre dizia estar velho demais prá essas merdas coisas, quando tinha que fazer algo que provavelmente para seu parceiro de trabalho uns 15 anos mais novo (o porra-louca Riggs, interpretado pelo Mel Gibson) seria fácil.

Ted faz a lista pensando em coisas que ele, já com 30 anos, não conseguia mais fazer por causa da idade, e por causa de que determinadas coisas e atitudes são comuns aos jovens realmente. Furar a orelha (por exemplo) para o Ted é coisa de jovem. Virar a noite em uma balada, idem! E aí o Barney (sempre ele) decide aceitar o desafio de fazer TODAS as coisas da lista em 24 horas. Não vou contar o que acontece, vejam o episódio.

E é claro que eu, como fã incondicional de "How I met your mother" e da série "Máquina Mortífera", resolvi fazer a minha Lista Murthaug e colocar em um post. Vou inclusive fazer um banner e colocar ali do lado. Não vou dizer quando a lista pode ser atualizada, mas ela estará fixa aqui, e pode aumentar (e até, quem sabe, diminuir) com o tempo.

E são coisas que eu nos meus derrepende, 30!, vou escrever com o passar do tempo, dos dias, das horas... e sem delongas, vamos a ela! (sempre lembrando que velho é seu pai, seu avô, quem você quiser... menos eu!)

A Lista Murthaug


1) Furar a orelha.
Sim, se eu não fiz até hoje, não vai ser agora que eu vou fazer, né?

2) Beber cerveja vagabunda, só prá manter a bebedeira.
Auto-explicativa. Eu não ganho meu suado dim-dim prá beber porcaria. Se o dinheiro acabou, é hora de parar!

3) Virar a noite em uma balada, e engatar outra durante o dia.
Virar a noite numa balada eu ainda aguento. Mas continuar a zueira no outro dia, seja em um churrasco, ou numa simples mesa de bar bebericando, não dá mais. Preciso parar, senão eu entro em parafuso!

4) Jogar futebol.
Já fui bom de bola (juro!), mas tô aposentado há tempos...

5) Perder tempo acompanhando futebol.
Curto, gosto e assisto. Mas não tenho mais cabeça e tempo prá descer pro Maracanã todo jogo, nem ficar assistindo programa esportivo só prá saber as últimas do time de coração.

6) Three shots ok. No more!
Dá mais não. O problema nem é na hora, mas sim a ressaca depois...

7) Dormir em um banco de praça.
Sim, já fiz isso, e não façam perguntas que eu não possa responder!

8) Ir em uma rave.
Na única que eu fui, com APENAS 24 anos, eu já não aguentei, entrei com o pedido de falência do corpo. Hoje em dia então...

9) Pedir "auxílio financeiro" para os pais.
Também é auto-explicativa. Ainda moro com os velhos, mas daí a pedir dinheiro... é demais, né?

10) Tentar fazer a linha de bateria da música "In my place", do Coldplay.
Vergonha alheia (de mim mesmo) eterna! Parecia fácil, é só tum-tumtum-tumtum... não precisava apostar a corrida de cueca no quarteirão...

11) Apostar coisas que me façam correr de cueca caso eu perca a aposta.
Não perguntem...

12) Jogar purrinha ou brincar de trava-língua bêbado.
É uma bola de neve! Você perde, tem que beber. E cada vez mais bêbado, quando você consegue se concentrar prá ganhar? Sei que tem gente que perde de sacanagem, mas hoje em dia nem dá mais prá fazer isso...


(a lista continua com o tempo, quando eu lembrar de algo, posto aqui...)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Madre de Dios!


Não tem como negar, Megan Fox é linda de morrer! (e morrer três vezes!)

Observações:
1) Sim, é só prá atualizar e não ficar aquela coisa com muita escrita por aqui... e fala sério, né? Que boca!... que olhos!
2) Vi aqui, ó, no Usuário Compulsivo. Tem mais fotos da moça por lá!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A cabeça tá boa, obrigado!

Algumas coisas que mudam radicalmente na sua cabeça quando a coisa não aperta mais:

- Dinheiro:
Já que serei um ermitão nos próximos meses, desapeguei completamente da coisa. Pela primeira vez em ANOS meu salário nem saiu (deve talvez, quem sabe, sair lá pela sexta-feira - se sair) e eu não tô desesperado querendo saber se já está na conta.

- Colegas de trabalho:
Tô olhando todo mundo meio de cima, assim como quem sabe um mistério da humanidade, quem sabe até pergunta prá resposta "42", e se sente superior ao resto do mundo por isso. Claro, isso não quer dizer que trato o próximo com desdém, nunca fui de fazer isso sem motivo, mas é evidente que eu mudei meu comportamento. Inclusive, estou mais atencioso com quem pede minha ajuda. Uma pessoas aqui no serviço já percebeu isso, sem que eu falasse nada. Mas ela sabia da minha vontade de largar tudo. E do medo que eu tinha disso também.

- Músicas:
Eu AMO ouvir música, se pudesse eu ouvia o dia todo! Mas como eu disse no post anterior, elas estão mais "alegres", com uma sonoridade diferente. Absurdo, comecei meu dia cantarolando Beatles (!!!), coisa que eu nunca fiz na vida...

- Amigos:
Tem um cara aqui do serviço que sempre diz: "Tudo que você sonha e foca seus pensamentos positivos, acaba acontecendo, porque VOCÊ QUER, mesmo que de forma inconsciente!" E ele diz que é a mesma regra para as coisas "negativas" que você pensa, portanto, nunca é bom pensar coisas ruins. Basicamente, o que ele quer dizer é que pensamentos positivos atraem coisas boas.

Bom, sendo assim, hoje eu encontro com um amigo de longa data, que hoje em dia trabalha e mora aqui na cidade, mas que eu o vejo bem pouco. E nem preciso dizer que contei a ele o que tava sentindo, e o que queria fazer, e qual foi a minha surpresa em saber que ele (que já viveu em Maringá-PR e Belo Horizonte-MG) me deu apoio e várias dicas, caso eu queira ir prá algumas dessas cidades? Coincidência? Sei lá! rsrs

E duvido muito que outros amigos vão choramingar por causa das minhas futuras mudanças...


Bom, gente, isso não é um post 1º de abril, é tudo verdade. Dúvidas? Leiam o
post de ontem, e percebam que os dois assuntos tem a ver, e ontem foi dia 31 de março, nada a ver com mentiras.

Sim, eu sei que eu tô pentelhando vocês com essa lenga-lenga emoempolgada, mas é que há muito tempo eu não me sentia tão bem, e tão certo do que quero. Mas prometo que o próximo post será mais sem nexo (como vááários por aqui), ok?

Grande abraço a todos(as) que passarem por aqui!